domingo, 8 de janeiro de 2017

Vice de marketing do Fla fala sobre estratégia: 'Não é estampar marca e esquecer'


Daniel Orlean conversou com o LANCE! para falar sobre parcerias em meio à crise
Daniel Orlean (à direita) exibe patrocínio da Ohthopride (Divulgação)
Daniel Orlean (à direita) exibe patrocínio da Ohthopride (Divulgação)
Paulo Victor Reis
 08/01/2017
 07:00
Rio de Janeiro (RJ)
Enquanto muitos são afetados pela crise econômica que atinge o Brasil, o Flamengo não tem do que reclamar quando o assunto é patrocinínio. Recentemente, o Rubro-Negro fechou um acordo com a Carabao, que vai render, no mínimo, R$ 190 milhões, ao longo de seis anos. Para falar sobre este e outros assuntos, o LANCE! conversou com o vice-presidente de marketing do clube, Daniel Orlean. Ele explica como o Fla vem fechando bons acordos.

– Existe uma crise no mercado, mas as empresas estão encontrando no Flamengo uma plataforma até para crescer durante a crise, para se tornarem mais conhecidas, a preferência do público. O Flamengo tem a postura de não ser mídia, mas sim de ser um parceiro estratégico – diz Orlan, que costuma mostrar possibilidades de retorno a eventuais investidores. 

– Todo o parceiro novo que chega, nós sentamos e vemos onde otimizar o recurso que ele vai trazer, como fazer atividades e mostrar o retorno deste investimento. Não é estampar uma marca na camisa e esquecer. É estampar uma marca na camisa e ver o que isso vai lhe converter em novos franqueados, clientes e contratos. É isso o que fazemos com os nossos parceiros, é mostrar o retorno. Durante um cenário de crise, o parceiro que mostra retorno sai na frente – pondera.

Além da Carabao, o Flamengo contará com outros patrocinadores na camisa neste ano. A Caixa Econômica Federal negocia para renovar o vínculo com o Rubro-Negro agora por R$ 30 milhões. A Yes investe R$ 6 milhões para estampar sua marca na barra do uniforme. Já a MRV fica acima do número, por R$ 7 milhões. A Tim tem seu logotipo estampado dentro dos números, por R$ 4 milhões. Além disso, há o acordo com a Adidas, que rende R$ 37 milhões anualmente, já contando o investimento de R$ 10 milhões em material esportivo. 

Recentemente, o clube fechou investimento com a Orthopride para as categorias base. A Uber terá sua marca divulgada nos treinos do elenco profissional.

BATE-BOLA COM O DIRIGENTE - Daniel Orlean

Pergunta: Haverá projetos de marketing específicos para o Conca?

Daniel Orlean: O melhor projeto de marketing para um atleta é jogar bem, ele se recuperar e jogar bem. O resultado em campo é que viabiliza o marketing de acontecer. Não é fazer um trabalho específico para um atleta, mas sim um trabalho integrado para os atletas. Acreditamos que, com o Conca voltando bem, tenhamos essa plataforma de marketing esportivo funcionando muito bem, é muito mais do que futebol, é paixão, é a visibilidade que o Flamengo tem. 

Pergunta: O acordo com a Carabao pegou muita gente de surpresa. Como foi feita esta negociação?

Daniel Orlean: Esta negociação não é resultado de um dia, é de meses de trabalho, dos nossos executivos Fred Luz, Bruno Spindel... Eles se dedicaram muito para trazer esta gestão séria. A Carabao queria entrar no Brasil. Ela procurou agências esportivas, agências de publicidade, consultorias para identificar qual era a melhor plataforma para construir a marca no Brasil. O Flamengo foi citado e foi escolhido pelo parceiro da Carabao para trabalhar junto neste lançamento. Então, foi um trabalho de muitos meses, quase consultivo de venda. Não surpreendeu o Flamengo, pois era um trabalho que vinha sendo feito há três meses. Trata-se de um parceiro de nível internacional, está na Ásia e na Europa. Não foi uma construção do dia para a noite. 

Pergunta: Com muitos patrocinadores fechados para a camisa, como avançar?

Daniel Orlean: Tenho reforçado bastante que a camisa é o principal, mas não é a única coisa. Estamos construindo uma plataforma de marketing no futebol brasileiro. A camisa é um marco forte, mas enxergamos muito além disso. O Flamengo tem um potencial incrível que precisa ser explorado de propriedades de marketing. É um marco, mas não é o objetivo final.

Pergunta: O acordo com a Carabao tem seis anos, muito longo para os padrões do futebol brasileiro. Era o objetivo do Flamengo conseguir um parceiro por tanto tempo assim?

Daniel Orlean: Era um interesse de ambas as partes (contrato longo). Eles têm o objetivo de construir a marca no Brasil e nós temos o objetivo de construir esta plataforma de marketing esportivo no Brasil. Então, um produto novo que chega demora a ganhar atração, não pelo público, mas pela rede de distribuição, vendas... Pensar em curto prazo com a Carabao não era nosso objetivo. O mais inovador não é o prazo, é o fato do Flamengo ganhar junto. Os valores que foram divulgados são da garantia mínima que temos. Vamos construir, ao longo dos anos, uma maneira do Flamengo ganhar junto. A cada latinha vendida, a partir de um determinado patamar, o Flamengo ganha. Quanto mais o produto adotar este produto, mais eles vão investir. A inovação verdadeira é trabalhar em conjunto para que este produto cair no gosto do brasileiro.

Pergunta: O Flamengo está muito próximo de fechar um novo acordo com a Caixa Econômica Federal, agora por R$ 30 milhões. Está otimista?

Daniel Orlean: Falar sobre parceiros em andamento atrapalha. A Caixa é fundamental para o esporte brasileiro, foi viabilizadora de muita coisa, não só para o Flamengo. Temos sentado com a Caixa, e estou otimista. Não dá para falar de valores, são parceiros que gostamos e confiamos, que gostaríamos de continuar trabalhando juntos. 

Flamengo negocia venda de naming rights do Luso-Brasileiro


Vice-presidente de marketing Daniel Orlean diz que não pode dar detalhes sobre caso
Paulo Victor Reis
 08/01/2017
 06:00
Rio de Janeiro (RJ)
O Flamengo negocia para vender os naming rights (direito de dar nome) do Luso Brasileiro, na Ilha do Governador. A estrutura ainda está em fase de obras e deve ser entregue em março. O vice-presidente de marketing do Rubro-Negro, Daniel Orlean, diz que que o clube estipulou um número mínimo de jogos a realizar no futuro “caldeirão”. Esta medida serve como atrativo para empresas interessadas em dar nome ao estádio carioca.

– É possível (negociar os naming rights). A Ilha é um ativo importante do Flamengo, temos um conjunto de jogos, determinamos a quantidade mínima de partidas lá. Temos conversar em andamento, negociações, para conseguirmos trazer isso para a Nação. Mas não posso dar nenhuma informação neste momento – comentou.

O Flamengo ficará com o Luso-Brasileiro por três anos. O contrato também tem uma opção de renovação por mais três temporadas.

O Rubro-Negro aprovou empréstimo de R$ 12 milhões para usar nas obras do estádio. A ideia é deixar o Luso-Brasileiro com as cores do Flamengo, com arquibancadas muito próximas ao campo, criando pressão para os adversários.

Vai lotar? Darío Conca chega ao Rio nesta segunda para defender o Fla


Argentino desembarca pela manhã em voo procedente de Miami e se apresenta no Ninho quarta-feira. Em 2016, rubro-negros lotaram aeroporto para receber Diego

Por Rio de Janeiro
Conca, Flamengo (Foto: Divulgação / Flamengo)Conca foi apresentado pelo Flamengo na última terça-feira (Foto: Divulgação / Flamengo)
A julgar pelo histórico recente da torcida do Flamengo, a manhã de segunda-feira promete ser movimentada no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Principal reforço para 2017 até o momento, Darío Conca desembarcará no Rio de Janeiro para defender as cores rubro-negras. O argentino chegará em voo vindo de Miami para se apresentar ao clube na próxima quarta-feira, no Ninho do Urubu, e dar início ao trabalho de recuperação da cirurgia no joelho esquerdo, realizada em agosto, na China.   
Em 2016, os torcedores rubro-negros ficaram notabilizados por lotarem o aeroporto Santos Dumont em momentos importantes. Foi assim na véspera da partida contra o Palmeiras, pela 25ª rodada do Brasileirão, quando mais de 5 mil pessoas compareceram para apoiar a equipe que brigava pela liderança do campeonato. A cena se repetiu antes do confronto com o São Paulo e na chegada de Diego, maior reforço da temporada passada. Todas as manifestações ganharam eco após campanhas nas redes sociais.   
Com Darío Conca, o desembarque vinha sendo tratado com sigilo. O Flamengo já mobilizou todo seu staff para recepcioná-lo no aeroporto desde as primeiras horas da segunda-feira. O argentino chega por empréstimo de uma temporada pelo Shanghai SIPG, da China. O Rubro-Negro ofereceu toda estrutura moderna do Ninho do Urubu para reabilitação da lesão no joelho esquerdo e só começará a pagar salários quando o meia de 33 anos estiver apto a entrar em campo. Extraoficialmente, a expectativa é de que isso acontece no final de abril, início de maio.
chegada de diego flamengo (Foto: Pedro Ainbinder/@iFlamengoNews)Diego nos braços da galera ao chegar ao Rio para defender o Flamengo (Foto: Pedro Ainbinder/@iFlamengoNews)